29 posições a menos em 4 anos: Chile cai como destino atraente para investimentos em mineração | Economia

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Em 2018, a indústria nacional ocupou a sexta colocação. No entanto, observações sobre infraestrutura, estabilidade política e acesso a mão de obra qualificada levaram a um declínio que o deixa abaixo do Peru, Equador e Marrocos.

Pimentaum dos pontos nevrálgicos da mineração em nível latino-americano e nacional, ea não se consolida como um dos melhores destinos para investir em mineração. Isso segundo dados da última edição do estudo anual das empresas do setor pela Instituto Fraser.

Conforme noticiado pelo Diario Financiero, nosso país estaria na posição 35 dos 62 países da listacom Nevada (EUA), Austrália Ocidental e as províncias canadenses de Saskatchewan, Newfoundland e Labrador no topo da lista.

Pelo contrário, o Chile é por sob jurisdições como Marrocos, Equador, Peru ou a província de San Juan na Argentina.

Em último lugarcomo parte do conjunto de piores lugares para investir é Zimbábue, Moçambique, Sudão do Sul e Angola.

Infraestruturas e estabilidade política chilena aos olhos dos investidores

A pesquisa, que contou com a participação de 1.966 executivos de diversas mineradoras internacionalmentebuscou captar opiniões sobre o nível de barreiras ao investimento em locais reconhecidos pelas organizações, com aspectos como o ambiente político, a aplicação das normas vigentes, o ordenamento jurídico, o regime tributário, as incertezas quanto à regulamentação ambiental, etc.

Nesse sentido, os resultados desta nova edição pairam sobre o preocupação dos profissionais do setor com infraestrutura, estabilidade política e disponibilidade de mão de obra qualificada.

Tópicos como o discussão do royalty mineiro ou do processo de segunda constituinte em pleno desenvolvimento também seriam alguns dos fatores que levaram à queda do Chile no índice, segundo explicou a DF Alicia Dominguez, sócia fiscal e líder para a indústria de Energia e Mineração da EY.

“O Chile é um país com tradição mineira e acho que é uma questão de tempo até que os números voltem a nosso favor“, ele adicionou.

Governo enfatiza interesse internacional em projetos de mineração chilenos

Investidores de 12 países diferentes teriam se encontrado com a InvestChile ao longo de 46 reuniões, que segundo o governo mostrariam o interesse de investidores estrangeiros em desenvolver projetos, no caso, ligados ao lítio.

Por meio de uma nova edição do “Government Reports”, a diretora da agência, Karla Flores, comentou que a lista de países incluía Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, Japão, entre outros.

“Além da disponibilidade de recursos naturais, capital humano sofisticado com uma longa história de mineração, o Chile é um lugar atraente para investir e desenvolver suas operações”, disse o chefe da InvestChile.

Também o O ministro das Finanças, Mario Marcel, veio responder às críticas levantadas por dois artigos do The Economist e do Financial Timesque levantou críticas pelos supostos desincentivos ao investimento que a nova Estratégia Nacional do Lítio produziria.

Essas abordagens, segundo o chefe da pasta, partiriam de uma premissa “que nos parece equivocada, quando se fala em nacionalização entende-se que há algo privado que o governo se apropria, mas no caso do lítio, estamos claros que o lítio pela lei do ano 79, é propriedade exclusiva do Estado”.

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