A “inteligência econômica” com que o governo pretende detectar a rota do dinheiro da droga | Economia

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“Isso vai atrapalhar a economia do crime organizado, desse negócio. Esse crime organizado é uma ‘atividade econômica’, ilegal, mas econômica. Vamos atacar o coração dessa parte”, disse a ministra do Interior, Carolina Tohá.

Autoridades governamentais – chefiadas pelo Ministro do Interior, Carolina Toha; e o Ministro das Finanças, Mário Marcel- apresentado nesta quinta-feira Projeto de lei “Inteligência econômica contra o crime”.

A iniciativa visa gerar instâncias mais agudas para fiscalizar, controlar e punir o enriquecimento ilícito, especialmente aquele vinculado ao tráfico e comércio de drogas; e crime organizado.

Siga a “rota do dinheiro”

Na última terça-feira, o presidente gabriel boric promulgou o chamado “Lei Anti-Narcóticos”, que em termos gerais melhora a repressão do narcotráfico e do crime organizado; e regulamenta o destino dos bens apreendidos nesses crimes.

O regulamento permitirá cortar o financiamento daqueles que se dedicam ao tráfico e venda de substâncias ilícitas; e também estabelece a obrigatoriedade de novos sujeitos de relatório sobre suas atividades comerciais à Unidade de Análise Financeira (UAF).

Aquando da promulgação dessa lei, o ministro Tohá avançou com o projecto apresentado esta quinta-feira, o de “Inteligência económica contra o crime”.

A regulamentação será acompanhada de métodos sofisticados, nos quais o Serviço de Receitas Internas (SII), as Alfândegas e a polícia terão um papel importante.

“Com isso, a economia do crime organizado, esse negócio, vai ser abalada. Esse crime organizado é uma ‘atividade econômica’, ilegal, mas econômica. Vamos atacar o coração dessa parte”disse a ministra do Interior, Carolina Tohá.

Ele havia enfatizado anteriormente que eles também pretendem “quebrar o sigilo bancário” quando necessário para “Pegue os criminosos onde dói mais, no dinheiro.”

As autoridades, caso o projeto avance, podem se concentrar em uma série de itens e atividades que podem ser suspeitos; e incorporará auditorias a outros, como o aluguel de veículos, fabricação e venda de armas; clubes de tiro, caça e pesca; empresas ou pessoas dedicadas à venda de cavalos de raça pura, comerciantes de joias e pedras preciosas.

Com isto vamos dar “um passo importante”disse o ministro das Finanças, Mário Marcel, realçando que os recursos do Estado serão mobilizados para uma melhor forma de controlar a criminalidade.

Em suma, com o projeto de lei “Inteligência econômica contra o crime” Buscará complementar a já promulgada “Lei Anti-Narcóticos”para dar maior apoio ao trabalho de cortar o financiamento daqueles que se dedicam ao tráfico e venda de substâncias ilícitas.

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