Histeria não faz campeões, teimosia também nãoJogada 10

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Depois de quatro estações sem perder como mandante o Galo foi derrotado pelo rival local, o Coelho, no último fim de semana por 2 a 1, quase um ano após o último revés para o Fortaleza na estreia do Brasileirão de 2021.

De lá para cá, uma hegemonia do “Galo Ganhou” gerou um bom costume da Massa. Foram 36 pelejas com 31 triunfos e apenas 5 empates antes do revés do último sábado.

Atlético perde para América. Turco tem de ajustar a evidente falha da recomposição defensiva  do Galo – Mourão Panda / América

Cobrança Forte ao Comandante

Ao fim da partida, nas redes sociais, a torcida se manifestou “cuspindo marimbondos” contra o técnico Tony Mohamed. O Atlético deu muitos espaços ao América que teve, além dos dois gols, situações de perigo resguardadas por Everson que foi muito bem quando acionado.

A questão clara que permeia a análise mais coerente do estilo de jogo do Turco é que mesmo com quatro meias e Allan e Jair jogando no “escudo do castelo” o time joga, toca muito, produz muito no ataque, mas peca na transição defensiva, por isso, sofre alguns gols nessa fase. Citamos três aqui que explicitam isso:

Vitor Roque (Cruzeiro – Mineiro 22)
Apodi (Goiás – Brasileiro 22)
Felipe Azevedo ( América – Libertadores).

Ao todo, o Galo sofreu 17 gols na temporada. Foram seis de cabeça. Classificamos brevemente eles aqui:

– Posicionamento defensivo (2);
– Situações de escanteio e faltas (5);
– Jogadas construídas pelo lado direito da defesa (4);
– Contragolpes (3);
– Transição defensiva ou construção do adversário não “remediada” (2);
– Transição ofensiva (1);

Certamente, Tony precisa alternar, criar variáveis para desordenar seus adversários, mas a falta de tempo para aprimorar isso por agenda e fisiologia tira automatismos de um formato anterior. Quando Cuca ajustou em alguns momentos o 4-3-3, usando os pontas, ele os submetia a um esforço supremo de recomposição sem a bola fechando um 4-5-1, que em dado momento foi mais intuitivo, apesar do desgaste dos atacantes na volta.

De qualquer forma, seria leviano dizer que temos a receita da Coca-Cola e que um sistema complexo, cheio de variáveis internas seria algo solucionado num texto cheio de prepotência. Não tem nada disso e nem é nosso interesse. Apenas, cabe ressaltar que Turco precisa fazer Jair e Zaracho renderem mais para seu sistema fluir, e é plenamente viável.

Quando não há entendimento da leitura, a maior parte dos problemas está em quem passou a mensagem. São adaptações. Há quem entenda isso rapidamente como Nacho, mas há quem por algum motivo não se sinta à vontade se não compreender.

A produção ofensiva do Atlético é indiscutível, a média de gols é boa, são dois por partida, 50 tentos em 25 pelejas. Porém, o Campeonato Brasileiro é notoriamente conhecido por formar campeões estruturados na defesa, assim se criou a duras penas o “Galo Ranzinza” do Cuca que ganhou inúmeros jogos por 1 a 0 quando foi necessário.

Mohamed tem entendimento de jogo, é inteligente, já ganhou duas taças mas sofre o mal da comparação “pós-mito” que passou por Rogério Ceni como atleta do São Paulo, Jorge Jesus no Flamengo e cabe a Tony sobreviver ao “pós-Cuca”. Não há nenhum argumento razoável de um clube que busque se manter no topo para uma substituição do treinador que perdeu sua primeira partida com o time titular por histeria coletiva, ou ainda por gritos implícitos de alguns que usam microfones para seus anseios particulares no velho truque de manipulação das “Massas”.

Cabe ao Turco ajustar a evidente falha da recomposição defensiva que tomou oito gols nos últimos cinco jogos e ser humilde agindo como demonstra ser. Ou seja, não funcionou, larga mão. Funcionou, segue.

Por fim, no mundo de relacionamentos descartáveis e de baixa tolerância à frustração, sobrevive quem tem convicção. Histeria não faz campeões, teimosia também não.

O Atlético precisa saber da força do elenco diante da derrota, do revés e das adversidades. Vencendo, tudo se engole, tudo é perfeito e se carrega os medíocres. Mas a derrota cria crostas, desafios, define caráter, hombridade e lealdade nas adversidades.

Tem dias que perder ajuda a humildade a voltar e a conhecer quem dorme com você.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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