Mulheres e meninas são as mais atingidas pelo abismo digital

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Quase 90% das mulheres jovens e adolescentes vivendo em países de baixa renda não têm acesso à internet. É o que aponta um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgado no Dia Internacional das Meninas na Tecnologia da Informação e Comunicação.

Leia mais:

Relatório

  • O documento analisa a divisão digital entre jovens de 15 a 24 anos em países de baixa renda, usando dados disponíveis sobre o uso da internet, posse de telefone celular e habilidades digitais.
  • Em contrapartida com os 90% (que corresponde a 65 milhões de meninas), são 78% dos jovens e adolescentes do sexo masculino que não têm o mesmo acesso, cerca de 57 milhões.
  • Apesar de a diferença não ser tão alta, as mulheres têm menos oportunidades e correm o risco de ficar para trás em um mundo conectado.
  • O documento enfatiza que elas estão sendo “excluídas quando se trata de habilidades digitais” e que “têm menos probabilidade de desenvolver as habilidades necessárias para o aprendizado e o emprego no Século XXI devido à falta de oportunidades”.
  • Além disso, apesar dos números corresponderem ao acesso, as mulheres tem 35% menos chance de realmente adquirirem as habilidade digitais do que os homens.
  • As habilidades incluem funções simples, como copiar e colar, enviar e-mails ou transferir arquivos.

Eliminar disparidades

Reduzir — e eliminar — a disparidade entre homens e mulheres é essencial para um mundo social e economicamente mais justo e igualitário.

Eliminar o abismo digital entre meninos e meninas é mais do que apenas ter acesso à internet e tecnologia. É sobre empoderar as mulheres, para que se tornem inovadoras, criadoras e líderes.

Robert Jenkins, diretor de Educação do UNICEF

Núcleo familiar

De acordo com o relatório do UNICEF, um dos motivos para isso pode ser a discriminação dentro do próprio núcleo familiar. Um dos exemplos dados pelo órgão é que as famílias privilegiam os homens na hora de conceder o celular — ou na educação no geral —, e as mulheres têm menos oportunidades de acesso ou tempo de qualidade.

Inclusive, dos 41 territórios e países analisados, 40 registram disparidade entre os gêneros no tempo de uso e posse de telefones celulares na faixa de 15 a 24 anos. A maior diferença é no Paquistão, com uma disparidade de 60%.

Essas descobertas têm implicações, pois o acesso limitado de adolescentes e mulheres jovens a telefones celulares reduz sua capacidade de acessar educação, emprego e outros serviços essenciais para seu bem-estar.

UNICEF

Mais informações do relatório

  • O documento também destaca que a desigualdade digital é impulsionada pela desigualdade de gênero fora do mundo digital.
  • Pouco adianta as mulheres terem acesso — ou até habilidade digitais — se não têm oportunidades para aplicá-las.
  • Para fazer com o que acesso seja convertido em habilidade digital e fazer com que as meninas tenham sucesso no mundo online, o relatório do UNICEF deixa algumas recomendações.
  • Entre elas, ensinar as habilidades igualmente dentro e fora da escola; proteger a segurança das mulheres no ambiente online, em espaços virtuais seguros e com políticas e leis de educação; além de promover o acesso à aprendizagem conjunta, com orientação, estágios e acompanhamentos de empregos online, que possam se converter em oportunidades.

Com informações de ONU e AFP

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