O Tricampeonato fez do Atlético o ʽGaloʼJogada 10

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Desde sempre, o Atlético desejou ganhar em sequência três vezes o campeonato estadual, porém, o sonho sofreu por algumas vezes adiamentos.

Dono de históricos esquadrões nas décadas de 40 e 50, o Galo colecionava a maioria das conquistas regionais, mas quase sempre ganhando duas (BI) e saltando a terceira conquista. Numa dessas interrupções do sonho, o time alvinegro campeão de 46 e 47 foi derrotado num jogo polêmico pelo América, em 1948, apitado pelo inglês Barrick e com Zé do Monte chorando em campo, já que o tri mais uma vez estava sendo adiado. Para se ter uma ideia do time histórico a escalação era:

Kafunga, Murilo, Ramos, Mexicano; Zé do Monte, Afonso, Lucas Miranda, Lauro; Carlyle, Alvinho e Nivio.

Pois é! Haveria ainda mais uma tentativa frustrada do Tri em 1951. Dessa vez o algoz foi o Villa Nova de Vaduca e, mais uma vez, o time de Zé do Monte pulava o sonho.

Mas em 1954, quando tudo parecia improvável, num campeonato com regulamento incomum, o Atlético chegou ao obsessivo tricampeonato. Numa sequência de jogos, o alvinegro precisava vencer três pelejas, o Cruzeiro só precisava de uma vitória para confirmar o título. Ocorreram na sequência duas vitórias alvinegras, um empate e caberia o jogo decisivo.

O presidente Mário Gomes (à direita) com o técnico Ricardo Diez – Reprodução

Nasce o Grito de Galo

No quarto jogo, pelo regulamento, Atlético e Cruzeiro naquele momento estavam empatados em pontos e a partida definitivamente consagraria o campeão de 1954. O jogo ocorreu no Independência no dia do trabalhador do ano seguinte – 1º de maio de 1955 – com vitória do GALO por 2X0 com gols de Ubaldo e Joel, o técnico atleticano era o uruguaio Ricardo Diez.

Mas o curioso é que ali, além da festa épica na capital, o tricampeonato fez ecoar os primeiros gritos mais famosos de Minas Gerais:

Galo, Galo, Galo …

Em 1945, Fernando Pierucetti (Mangabeira) criou os mascotes dos clubes principais de BH e alguns de tradicionais agremiações do interior, mas o mais relevante para Mangabeira, o Galo, ganhou força na personificação de Zé do Monte em campo. Zé era um Galo elegante na saída de bola, mas capaz de rasgar sua cabeça pelo “pavilhão” atleticano, como o fez certa vez em um clássico. Com a camisa atleticana, o pivot era o simbolismo representado de um Galo Vingador, que não desiste e que vendia a derrota muito caro. Para muitos há um folclore controverso de que Monte entrava em campo com um Galo vivo nas mãos, mas de fato, o abaetense era o atleticano dentro das quatro linhas.

Foi aí, com o advento do tão sonhado TRI que os primeiros gritos de Galo ganharam força na década de 50. Antes, muitas campanhas de jornais tentaram fixar um mascote para o alvinegro e antes do GALO, um cowboy era o representante do time atleticano nos jornais, mas não vingou…

Mascote do Atlético passou a ser o Galo na década de 50 – Reprodução/Estado de Minas

O Tricampeonato em 1954 fez surgir o Galooooooooo que é um grito universal, simples e do mascote mais identificado com o nome de um clube no Brasil. Por isso, Mangabeira, Zé do Monte e o Tricampeonato são tão especiais pois permitiram um Galo substituir o Cowboy da Massa. Ufa!

Massa atleticana toma as ruas de BH – Reprodução

Penta e Hexa

Na sequência do primeiro TRI, o Atlético venceu ainda o Mineiro de 1955 e 1956 conquistando o pentacampeonato. Em 1980, com outro timaço, o Galo conquistou o segundo TRI que se tornaria HEXA em 1983, deixando o rival Cruzeiro a ver navios com seis vice-campeonatos consecutivos.

Sábado próximo (02), o Atlético de Hulk, com todo o contexto histórico do tamanho de um TRI enfrenta o Cruzeiro na final única do Mineiro22. Confirmar a hegemonia em Minas, chegando a 16 finais consecutivas (2007 a 2022) e tendo vencido oito taças é mais um desafio do ambicioso time de Turco Mohamed.

Na verdade, a responsabilidade maior é de quem tem mais capacidade técnica. Sábado é dia do Galo de Zé do Monte manter a tranquilidade para os sonhos almejados em 2022. A paz espiritual do clube passa pelo clássico.

O TRI fez do Atlético o Galo, o terceiro TRI é obsessão.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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