Para manter a ilusão do doce futebol é preciso manter a distânciaJogada 10

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Talvez seja um alerta ao coração – Aproximar demais do que se ama pode tirar o brilho, pode fazer adentrar nos poros abertos das impurezas.Talvez também não caiba da nossa parte a hipocrisia de dizer que vivemos da luz solar, que não desejamos ser vistos pelo nosso trabalho e, assim, possivelmente remunerados de maneira justa.
De certa forma, aproximar do futebol e do jornalismo é apaixonante e desapaixonante. Ao dizer isso, não queremos induzir a nossa falsa perfeição imperfeita, nada disso. A verdade é que o legal do futebol é a crença, a ilusão de que todos são bacanas, éticos, corretos e que o picolé com o filho terá sempre aquele cheiro de memória. O que mantém tudo isso no corpo é a ilusão, a esperança e a distância de segurança.
Mais uma vez, nada contra ser bem-sucedido, nada disso. Temos que lutar para sê-lo. A questão é o preço que se paga por isso ou que se está disposto a receber para não se orgulhar de si para receber o benefício de alguma “sacanagem” do barato oportunismo.
Todos neste contexto sabem quem são os “caretas” e quem são os corrompidos, somos testados todos os dias. Os preços e formatos são escolhidos por cada um e o filtro comercial se debate com a verdade todos os dias.
Mas, assim como há a Doutora Patrícia que salva cachorros até sem visão e estuda para resolver problemas quase que impossíveis e só depois pensa como será para viabilizar financeiramente o tratamento dos bichinhos e os respectivos pagamentos, há também ótimos profissionais no meio do futebol, que são dedicados e loucos pelo que fazem. Claro que há.

Futebol e a ilusão

Mas o que se reporta aqui é: a paixão é fruto do brilho da ilusão. Aproximar é um risco inerente ao processo, é ver os poros, é entrar na cozinha do restaurante e, no caso do futebol, há lugares e pessoas que cheiram muito mal. Portanto, corra delas logo, negue estar em algumas reuniões, “casque fora” do “estranho”, do tentador ou constrangedor.
Mais uma vez: ser bem-sucedido é muito legal e desejável. A questão é: dá para sair com a consciência e a lealdade limpinhas? Dá para assinar a “redação” do dia sem sentir vergonha de si mesmo? Enfim, são perguntas que nos fazemos todos os dias na bifurcação entre ser autêntico e assumir as broncas, falhas e os telefonemas. Seria mais fácil usar um perfil fake no Twitter ou o conveniente “da Redação”? Já diziam os Engenheiros do Hawaii:
“Mas nós vibramos em outra frequência, sabemos que não é bem assim. Se fosse fácil achar o caminho das pedras, tantas pedras no caminho não seria ruim”. Quem se aproxima demais, precisa amar o simbolismo, os distintivos, as bandeiras do futebol, tudo isso que encanta. Caso contrário, fim da ilusão.
A paixão precisa de brilho. Mantenha distância de segurança da “cozinha do restaurante”! Se você não couber, saia de cena em paz e o doce do futebol talvez fique intacto na memória.

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