Por falta de dólares: Argentina pede à China que aceite pagar importações com yuan | Economia

spot_img

Anúncios

O Banco Central argentino enfrenta sérias dificuldades para tentar conter a perda de reservas monetárias e, de fato, mantém restrições ao acesso a divisas para pagar importações desde junho do ano passado.

Argentina anunciou esta quarta-feira que acertou com China pague-o com yuan e não com Dólares americanos importações daquele país asiático, medida que busca mitigar a perda de reservas do Banco Central argentino.

“Isso melhora as perspectivas para as reservas líquidas da Argentina”, destacou o ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, em encontro com o embaixador da China em Buenos Aires, Zou Xiaoli, e representantes de empresas de diversos setores.

Conforme combinado, Empresas argentinas pagarão com yuans suas importações da China feitas em abril, por 1.070 milhões de dólares, e farão o mesmo em maiocom operações previstas para esse mês por 790 milhões de dólares.

Segundo dados oficiais, a China é a principal fonte de importações da Argentina, com compras em 2022 no valor de 17,502 milhões de dólares, 21% do total das importações feitas pelo país sul-americano no ano passado.

O pagamento com yuans em vez de dólares será feito em virtude da prorrogação do “swap” (acordo de câmbio) que Argentina e China assinaram em novembro passado.

crise cambial

Massa lembrou que devido à “pior seca de sua história”, com uma queda nas exportações de 15 bilhões de dólares este ano, a economia argentina “enfrenta o desafio de manter suas reservas funcionando e fortalecido”.

O Banco Central argentino enfrenta sérias dificuldades para tentar conter a perda de reservas monetárias e, de fato, vem mantendo desde junho do ano passado restrições ao acesso de moeda estrangeira para pagar as importações, o que dificulta a atividade das empresas que precisam importar bens intermediários para a produção.

Massa destacou que esse cenário “obriga a repensar” o acordo de refinanciamento assinado em 2022 com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que inclui entre suas metas a acumulação de reservas, e também a “redefinir a estratégia de trabalho” com importadores e exportadores.

O acordo com a China anunciado esta quarta-feira surge num momento de forte tensão cambial na Argentina, com cotações recordes da moeda norte-americana nos mercados paralelos.

Massa destacou que o acordo com a China concede à Argentina, entre outras coisas, “maior liberdade” e “capacidade” de ação do Banco Central “nestes dias” em que o governo teve que “tomar a decisão de intervir contra quem especula demais” nos mercados de câmbio.

Publicado em

artigos RECOMENDADOS

Aplicativos para Simular Maquiagem

Se você gosta de testar diferentes looks e estilos de make, você está no...

Melhores Apps de Bate-papo e Namoro para Pessoas com Mais de 50 Anos

Encontrar conexões significativas é importante em qualquer fase da vida. Para pessoas com mais...

Aplicativo Manual do Eletricista

No mundo moderno, a eletricidade é essencial em nossas vidas diárias, e saber lidar...