Preços da soja no Brasil voltam a ficar em baixa com pressão externa

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Soja

O mercado brasileiro de soja registrou negócios em ritmo moderado nesta quarta-feira (10). Os preços, em sua maioria, caíram nas principais praças de comercialização do país, acompanhando os movimentos do dólar e da bolsa de Chicago.

Os produtores, de modo geral, seguem reticentes em negociar nos atuais patamares. O lado comprador, por sua vez, não cede. Os preços devem seguir baixos até o escoamento de boa parte da safra, melhorando a partir do segundo semestre.

Veja as cotações da casa de 60kg nas principais praças de comercialização:

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 135
  • Região das Missões: estabilizou em R$ 134
  • Porto de Rio Grande: decresceu de R$ 143,50 para R$ 143
  • Cascavel (PR): passou de R$ 130 para R$ 129
  • Porto de Paranaguá (PR): desvalorizou de R$ 141 para R$ 140
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 121,50 para R$ 120
  • Dourados (MS): baixou de R$ 126 para R$ 125
  • Rio Verde (GO): passou de R$ 122,50 para R$ 121,50

Soja em Chicago

soja e óleo, biodiesel

Foto: Envato

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a
quarta-feira com preços mais baixos para o grão e o óleo; o farelo subiu.

A sessão foi bastante volátil, com o grão oscilando entre os territórios positivo e negativo, dentro de pequenas margens. A instabilidade nos mercados internacionais, como o petróleo, pesou sobre as cotações.

Além disso, os operadores se posicionam frente ao relatório mensal do Departamento de Agricultura
do Estados Unidos (USDA).

O Departamento deve elevar a sua estimativa para os estoques finais dos Estados Unidos em 2022/23. Além disso, é esperada nova redução na projeção de safra da Argentina. O relatório de maio do Departamento será divulgado nesta sexta (12), às 13h.

Serão divulgados ainda os primeiros números para a safra 2023/24, tanto nos Estados Unidos como em nível mundial.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho de 2023 fecharam com baixa de 10,25 centavos de dólar por bushel ou 0,72% a US$ 14,04 por bushel. A posição agosto/23 teve cotação de US$ 13,36 3/4 por bushel, com recuo de 10,75 centavos ou 0,79%.

Nos subprodutos, a posição julho/23 do farelo fechou com alta de US$ 0,50 ou 0,11% a US$ 419,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 52,05 centavos de dólar, recuo de 0,99 centavos ou 1,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,74%, sendo negociado a R$ 4,9490 para
compra e a R$ 4,9510 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de
R$ 4,9360 e a máxima de R$ 4,9910.

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