Thalía se torna roqueira em sua própria série documental: “Até que eu esteja viva, continuarei aprendendo com a música” | Artes e Cultura

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A cantora e atriz mexicana Thalía estreou “Thalia’s Mixtape: A trilha sonora da minha vida”, uma série documental onde revisita suas canções favoritas e mergulha no rock/pop em espanhol dos anos 80 e 90.

“Mixtape de Thalia: A trilha sonora da minha vida”. Este é o título da nova série de documentários da MTV (também disponível no Paramount+) que trouxe de volta às telinhas a diva pop latina, Thaliadesta vez como apresentadora e produtora de um projeto que também tem uma analogia discográfica: um álbum onde revê algumas das glórias do rock/pop em espanhol dos anos 80 e 90. Precisamente, “a banda sonora da sua vida”.

O projeto foi idealizado há 4 anos, quando a cantora e atriz fez uma road trip. Para acompanhar o seu percurso, utilizou as principais canções das suas “mixtapes”, aquelas cassetes que gravou em casa para acompanhar as suas extensas viagens pelo país e depois pelo continente, quando nos anos noventa foi eleita a nova rainha da música latina pop. .

“Muitas vezes guardamos canções que são nossos tesouros. Eu ouvi isso na estrada e foi como um filme inteiro que veio à minha mente. Foi quando comecei a sonhar com a Mixtape (da Thalia)”, conta BioBioChile.

“São três episódios em que vamos falar sobre a evolução da música: do gramofone à Inteligência Artificial, mas de mãos dadas com os ídolos do rock em espanhol. E quem não é fã desses ídolos? Este é um projeto de fãs que procuram seus ídolos e agradecem por tudo que fizeram em nossas vidas”.conta.

Na série, que define como seu “projeto mais pessoal”, Thalía se abre espaço para abordar as mudanças estruturais da indústria fonográfica ao som de canções que marcaram sua própria biografia. E como ela menciona, acompanhada por seus próprios ídolos juvenis, como Charly Alberti, David Summers e Rocco Pachukote.

“Eles marcaram meu caminho, me deram força para ser autêntica, para dizer as coisas que vinham da minha cabeça, do meu coração, e que precisava de um pouco de rebeldia”, acrescenta.

Nessa busca, ele não apenas ouve as anedotas de Soda Stereo, Hombres G ou Maldita Vecindad das mãos de seus protagonistas, mas também revê o cancioneiro e o contexto latino-americano da época.

Como a cereja do bolo, a cada capítulo ele inverte algumas de suas canções favoritas, como “Florecita Rockera” de Aterciopelados, “Persiana Americana” de Soda Stereo ou “La Muralla Verde” de Enanitos Verdesdesta vez acompanhado de novos expoentes como León Leiden, Bruses ou Ben Carrilloentre outros.

“Agradeço que tenham entendido minha missão (na série): sou uma ponte para que eles possam nos contar em primeira mão o que viveram, ou o que tiveram que derrubar. As barreiras que eles tiveram que quebrar, por que eles escreveram essas letras”diz a nativa da Cidade do México, que já foi Rainha do Festival de Viña del Mar em 1997.

“Esse é um projeto todo meu, desde a criação até a produção, edição. E vendo os episódios na sala de edição e ouvindo o que diziam, e me vendo conversando com meus heróis, a verdade é que ainda não acredito. Estou muito animado até hoje”, diz.

O conceito “Thalia’s Mixtape” veio acompanhado de um álbum, que foi produzido por Baqueiro Dourado. Ali, às reversões já mencionadas, acrescentam-se “Rayando el sol” de Maná, “Me custa tanto te esquecer” de Mecano e “Lucha de Gigantes” de Nacha Popentre outros.

“O Baqueiro foi para mim, sem dúvida, quem tinha que me ajudar nesse projeto,}: meu cúmplice, meu parceiro, porque nos conhecemos desde os 15 anos e fomos de cidade em cidade -Passeios pela cidade. E nos caminhões e nos aviões emprestávamos nossos fones de ouvido, conectados a nossos Walkmans, ouvindo nossas mixtapes de rock em espanhol. Ninguém além dele poderia entender que isso era uma homenagem a essas canções, e que isso fosse para respeitar o ADN original daqueles temas icónicos, mas dar-lhes aquele movimento contemporâneo e convidá-los para as novas gerações”propõe.

(P): Por trás do catálogo pop dos anos 90, havia uma notável influência do rock nessa fase de sua carreira. Você gostaria de ter se aprofundado nessa influência?

(R): Desde o primeiro álbum solo, os primeiros álbuns definitivamente têm um rock em cunho espanhol. As composições têm muito desses elementos, desses instrumentos de rock em espanhol. Inclusive ao longo da minha discografia tem várias músicas minhas que tem aquele “toque” do rock. Definitivamente, sim, houve uma influência.

(P): Nesse sentido, você encontrou resistência dos produtores em relação a esse “impulso do rock”?

(R): O bom da música é que ela te permite experimentar estilos, principalmente hoje. Antes, se você fosse popper, você era popper; tudo foi muito rotulado. Agora sinto que os gêneros se fundiram, as linguagens. Não é um problema se você cantar em espanhol, é a linguagem da música, a fusão de sons que importa. Tenho experimentado ao longo da minha discografia rock, pop, r&b, rap, bachata, e adoro, porque enquanto estiver viva continuarei aprendendo com a música.

(P): Na série há imagens de bandas emblemáticas dos anos 80, uma delas Los Prisioneros. Você conseguiu aprender algo sobre a história da banda? Você conseguiu redescobrir bandas daquela época nesse processo?

(R): É que você tem um terreno super fértil desse gênero e eu tinha demais (fora), porque em 3 episódios e você tem que compactar um pouco. Mas digamos que este é o Volume Um, e espero que haja outro Volume e mais, porque o talento desta geração em grupos ou solistas é inesgotável, chega para muitos episódios.

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