Três jogos para o sossego mental do AtléticoJogada 10

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Após um início de temporada promissor com duas taças (Mineiro e Supercopa), o Atlético frustrou sua torcida com uma temporada morna, chocha e sem sol.

Empolgada e com razão, após uma temporada espetacular de 2021, a diretoria e o time não souberam lidar com o sucesso, não criaram conexões e não “venderam” a ideia de querer mais, de desejar mais. A mensagem decodificada ao longo do ano foi: “ano passado foi “bão”, tá ótimo”.

Cuca não reedita em 2022 o sucesso que o Atlético de 2021 teve – Pedro Souza / Atlético

A postura de excelência é algo intrínseco, vem do inconsciente, do senso de “incomodância”, é a tal da boa ambição. Mas tudo isso vem do topo da cadeia e precisa ser “comprado” por quem levanta a cancela do Centro de Treinamento. Todo mundo precisa estar em sintonia fina. Não houve isso em 2022.

As práticas obsoletas de responder problemas do Atlético

O Brasil é repleto de perguntas estranhas. Há quem goste de dizer:

– Sabe com quem está falando?

Mas há ainda quem diga e pense:

“Onde você quer chegar com estas perguntas? Por que este tipo de cobrança?”

Enfim, todos sabem que não se repete um 2021 com facilidade e para tê-lo é preciso ter feito muita coisa corretamente para vencer. Entretanto, nas derrotas, nos revezes, é mais que importante ter maturidade para acolher as críticas de maneira serena, utilizando a comunicação numa cadeia evoluída e repensando os cenários futuros. Resolver questões não passa por articulações ou ataques aos mensageiros.

Na fábula da vida real, os alunos que passam sufoco com um professor rigoroso, mas que ensina, nunca o esquecem. Em contraponto, o professor que dá pontos, não dá aula valorosa e aprova todos, nunca fica na memória dos estudantes.

No ano atleticano, as conexões de um elenco caro, comissão técnica mudada, gestão de futebol, diretoria e a torcida foram se esfacelando, se perdendo em quilômetros de objetivos sem link, ou seja, as direções foram diversas, sem ponto de encontro ou convergência.

Sossego mental

Faltam três jogos para o fim da temporada de 2022, dez dias para um sossego mental do torcedor, seja como for. Logo depois, começarão junto da Copa do Mundo, as especulações de atletas e evoluções da SAF, tudo alardeado por mísseis, bombas e espetacularização dos assuntos.

No fim de tudo, há quem diga, desde a Escola de Frankfurt, que a comunicação e a produção dos seus conteúdos é apenas uma venda que visa o mesmo que uma fábrica de sabão faz, vender. A grande questão é como se vende, quem se vende e quem compra o que de quem. Mas há na venda uma venda, que tapa os olhos, desvia o olhar, há que se vigiar, há que sempre se vigiar.

O ano de 2022 pode ter sido um aprendizado, mas também pode não ter sido. A questão não é sempre vencer, mas sim como responder às derrotas, problemas e intempéries. Além de sistemas, processos e softwares, é necessário entender que quem faz o enter acontecer são as pessoas envolvidas e as práticas delas também precisam ser modernas, engajadas e alinhadas com os novos tempos.

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