Vendas a retalho online mantêm-se no vermelho e apresentam contração anual de 32,9% | Economia

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As categorias mais atingidas foram a venda de Eletroeletrônicos (-40% real anual) e Linha Residencial (-31,1% real anual). Do CNC esperam que no próximo semestre os números continuem a cair em linha com a quebra do consumo.

Diferentes setores da economia e da indústria continuam entregando seus resultados trimestrais. Neste aspecto, o Câmara Nacional de Comércio, Serviços e Turismo (CNC) relatou que o Vendas no varejo online registraram queda anual de 39,2% nos três primeiros meses de 2023.

Seria um número baixo em relação ao último trimestre do ano passado (-27,2%), o que estaria em linha com a queda do consumo.

Mesmo com o exposto, o as vendas permanecem acima dos níveis pré-pandêmicoscom aumento real de 57,8% em relação ao mesmo trimestre de 2020.

“O que estamos a assistir é uma normalização das vendas online no último ano, depois dos níveis insustentavelmente elevados atingidos nos meses de maior confinamento e elevada liquidez face aos levantamentos e ajudas fiscais”, afirmou. comentou Bernardita Silva, gerente de Estudos do CNC.

Eletroeletrônicos e linha residencial marcam forte queda

No que diz respeito aos números por categoria, as quedas de 40% e 31,1% reais anuais na série de Artigos Elétricos e Linha Residencialque foram os mais afetados pela queda do consumo.

Eles são seguidos por Móveis (-28% real anual), Vestuário (-21,1%) e Calçados, que apresentaram a menor queda com contração real anual de 8,1%.

Índice Varejo Online por setores - trimestres (variação trimestral, %)
Departamento de Estudos CNC

Para as empresas que possuem canais de vendas presenciais e online, o participação das compras online atingiu 21% no primeiro trimestre de 2023, “um pouco menos do que o marcado no mesmo trimestre de 2022”, explicaram da organização.

“Portanto, está a regressar a patamares de vendas mais estáveis ​​e que continuam a dar conta da força do canal online, já que os seus resultados estão 57,8% acima do anterior à pandemia, com uma participação nas vendas a retalho de um 21% (…) , percebendo que a alternativa digital veio para ficar e continuará a ser reforçado, complementado, na maioria dos casos, com o comércio físico”, Bernadete Silvia explicou.

Resultados do segundo trimestre podem cair ainda mais

Graças à queda do consumo em todo o país, esses números provavelmente continuarão a cair no próximo trimestretanto para vendas presenciais no varejo quanto para o setor digital.

Do CNC explicam que este revés seria mais acentuado nas categorias não essenciais, “onde as decisões de consumo foram afetadas pela inflação elevada que se manteve mais persistente ao longo do tempo, afetando o poder de compra”-

Somam-se a isso as taxas de juros mais altas, a falta de dinamismo do mercado de trabalho e a confiança do consumidor, que segue em níveis baixos, concluiu o gerente de Pesquisas da entidade.

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